A comunidade de Igarapé do Lago realiza a festa em Louvor a Nossa Senhora da Piedade nesta quinta-feira, 2. Os festejos iniciaram no dia 24 de junho e vai até o domingo, 5 de julho. As festividades iniciam com alvorada, queima de fogos e repique de sino às 5 horas.
A programação prossegue com café da manhã, às 7 horas, Missa solene e Conto da Folia. Às 10 horas, procissão em volta da vila. Às 12 horas, almoço para os foliões, salva de fogos. A partir das 18 horas, jantar para os foliões e novena.
Todos os anos o Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) apóia diversas Festas Tradicionais e manifestações culturais como o Ciclo do Marabaixo, Festa de Santo Antonio, Batuque, Sairê, Zimba, Festa de São Tiago, Festa Junina, Carnaval entre outros.
Contato: Zé Maria 9963-5449
Iracilda Tavares
Assessora de Comunicação
Núcleo de Jornalismo Institucional
Objetivo deste blog é divulgar materias relacionados de interesse popular, sempre respeitando a ética e moral de quem desejo informar.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Sepi realiza curso de capacitação de manejo do açaí nas aldeias
A Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) em parceria com Instituto Estadual de Floresta do Amapá (IEF) realizam no período de 13 a 19 deste mês o Curso de Capacitação de Manejo de Açaí nas aldeias Açaizal e Samauma, no município de Oiapoque.
A ação tem o objetivo de fortalecer e incentivar a produção do açaí naquela região com qualidade e eficiência através de teoria e prática de manejo do produto. A capacitação vai beneficiar cerca de 60 indígenas do município de Oiapoque.
O curso também oferece técnicas de como explorar melhor os produtos e armazena-los, além de oferecer condições à comunidades indígena de buscar fonte de financiamento e comercialização do produto.
De acordo com secretário dos Povos Indígenas, João Neves, o Governo do Estado busca cada vez mais estreitar a relação com os povos indígenas, prova disso foi à criação de um órgão especifico para atender as necessidades da comunidade indígena, promovendo assim a elevação da qualidade de vida. No inicio do ano, o Governo do Amapá ofereceu capacitação por meio do Programa Terceiro Forte e também inaugurou na comunidade de Kumarumã uma usina termoelétrica, além de promover investimentos nas áreas da saúde e educação.
O Amapá possui aproximadamente 12 mil índios e 10 povos indígenas, cerca de 70% deles se concentram no município de Oiapoque.
Iracilda Tavares
Assessora de Comunicação
Núcleo de Jornalismo Institucional
tel: (96)3212-1169
A ação tem o objetivo de fortalecer e incentivar a produção do açaí naquela região com qualidade e eficiência através de teoria e prática de manejo do produto. A capacitação vai beneficiar cerca de 60 indígenas do município de Oiapoque.
O curso também oferece técnicas de como explorar melhor os produtos e armazena-los, além de oferecer condições à comunidades indígena de buscar fonte de financiamento e comercialização do produto.
De acordo com secretário dos Povos Indígenas, João Neves, o Governo do Estado busca cada vez mais estreitar a relação com os povos indígenas, prova disso foi à criação de um órgão especifico para atender as necessidades da comunidade indígena, promovendo assim a elevação da qualidade de vida. No inicio do ano, o Governo do Amapá ofereceu capacitação por meio do Programa Terceiro Forte e também inaugurou na comunidade de Kumarumã uma usina termoelétrica, além de promover investimentos nas áreas da saúde e educação.
O Amapá possui aproximadamente 12 mil índios e 10 povos indígenas, cerca de 70% deles se concentram no município de Oiapoque.
Iracilda Tavares
Assessora de Comunicação
Núcleo de Jornalismo Institucional
tel: (96)3212-1169
MP-SP investiga igreja por ter publicado texto de jornalista sem autorização
Redação Portal IMPRENSA
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acatou a denúncia da Apijor (Associação Brasileira da Propriedade Intelectual do Jornalista) contra a seção brasileira da igreja do Avivamento Mundial - Assembléia de Deus Ministério de Boston (World Revival Church Boston Ministries), que teria publicado o texto de uma jornalista sem a devida autorização.
Em dezembro de 2003, a jornalista Alessandra Silvério teve seu texto "Jornalismo, uma questão de ética" veiculado no jornal Mensageiro Cristão, distribuído aos fiéis brasileiros e norte-americanos. O artigo foi reproduzido na íntegra no editorial da publicação, mas creditado ao jornalista Roberto Vieira, que declarou a Alessandra ter cometido um "meio erro". O texto de Alessandra fez parte de seu trabralho de conclusão de curso na graduação de Jornalismo.
De acordo com a Apijor, Vieira admitiu ter "copiado 60%", mas, em seu entendimento, por essa prática ser comum nos Estados Unidos, não a considera como um plágio.
A condenação
A igreja foi condenada a pagar R$ 42.830,59 de indenização por crime de direitos autorais, com os devidos ajustes monetários a partir da publicação do texto, em dezembro de 2003, além do pagamento de juros legais de 1% ao mês.
A sentença determinou também que a igreja deverá publicar errata em três jornais com circulação expressiva em Curitiba (PR), cidade em que reside a jornalista que moveu a ação. Na errata deveria constar a autoria do texto plagiado a Alessandra. Isso deveria acontecer dentro de um prazo de cinco dias a partir da sentença (27/07/2007), sob pena diária de R$ 1 mil por descumprimento.
No entanto, a igreja não cumpriu a determinação e, em detrimento às denúncias de possível crime financeiro , evasão de divisas e riqueza acumulada de forma ilícita através da a exploração da fé, a Apijor recorreu ao MP-SP para que fosse apurado o não-pagamento da indenização.
No momento, a ação proposta pela jornalista tramita na 27ª Vara Cível Central da Justiça de São Paulo.
Um levantamento feito por uma advogada pró-bono acionada por Alessandra nos EUA revelou que a igreja acumula mais de US$ 2 milhões em bens.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acatou a denúncia da Apijor (Associação Brasileira da Propriedade Intelectual do Jornalista) contra a seção brasileira da igreja do Avivamento Mundial - Assembléia de Deus Ministério de Boston (World Revival Church Boston Ministries), que teria publicado o texto de uma jornalista sem a devida autorização.
Em dezembro de 2003, a jornalista Alessandra Silvério teve seu texto "Jornalismo, uma questão de ética" veiculado no jornal Mensageiro Cristão, distribuído aos fiéis brasileiros e norte-americanos. O artigo foi reproduzido na íntegra no editorial da publicação, mas creditado ao jornalista Roberto Vieira, que declarou a Alessandra ter cometido um "meio erro". O texto de Alessandra fez parte de seu trabralho de conclusão de curso na graduação de Jornalismo.
De acordo com a Apijor, Vieira admitiu ter "copiado 60%", mas, em seu entendimento, por essa prática ser comum nos Estados Unidos, não a considera como um plágio.
A condenação
A igreja foi condenada a pagar R$ 42.830,59 de indenização por crime de direitos autorais, com os devidos ajustes monetários a partir da publicação do texto, em dezembro de 2003, além do pagamento de juros legais de 1% ao mês.
A sentença determinou também que a igreja deverá publicar errata em três jornais com circulação expressiva em Curitiba (PR), cidade em que reside a jornalista que moveu a ação. Na errata deveria constar a autoria do texto plagiado a Alessandra. Isso deveria acontecer dentro de um prazo de cinco dias a partir da sentença (27/07/2007), sob pena diária de R$ 1 mil por descumprimento.
No entanto, a igreja não cumpriu a determinação e, em detrimento às denúncias de possível crime financeiro , evasão de divisas e riqueza acumulada de forma ilícita através da a exploração da fé, a Apijor recorreu ao MP-SP para que fosse apurado o não-pagamento da indenização.
No momento, a ação proposta pela jornalista tramita na 27ª Vara Cível Central da Justiça de São Paulo.
Um levantamento feito por uma advogada pró-bono acionada por Alessandra nos EUA revelou que a igreja acumula mais de US$ 2 milhões em bens.
Seja voluntário no Seama Comunidade
O Programa Seama Comunidade em sua 13ª Edição abre vagas para voluntários. Os interessados podem inscrever suas propostas de projetos na Coordenação dos Cursos de Extensão da Faculdade Seama até o dia 06 de julho. O Programa Seama Comunidade acontece duas vezes ao ano e tem como objetivo, oferecer qualificação gratuita à comunidade menos favorecida de Macapá e Santana. Além disso, todas as atividades de qualificação ofertadas são realizadas por voluntários entre eles estudantes, professores e lideres da comunidade.
SERVIÇO:
Departamento de Jornalismo e Imprensa da Faculdade Seama
E-mail: jornal@seama.edu.br
Fones: (96) 2101 5151 ramal 5160
(96) 8114 5698 ou 9908 8573
SERVIÇO:
Departamento de Jornalismo e Imprensa da Faculdade Seama
E-mail: jornal@seama.edu.br
Fones: (96) 2101 5151 ramal 5160
(96) 8114 5698 ou 9908 8573
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Imap divulga resultado da qualidade da água dos balneários
O Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) divulgará nesta quinta-feira, 2, às 10 horas, o resultado final dos testes de balneabilidade feitos em quatro municípios do Estado. Os testes servem para informar se os balneários estão ou não em condições de receber os banhistas.
Até agora foram realizados 4 dos 5 teses necessários, conforme a resolução 274 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). De acordo com o gerente do núcleo de fiscalização de recursos hídricos do Instituto, Benedito Souza, a 5 análise é uma contraprova que confirmar o resultado. As amostras foram coletadas em Macapá, Santana, Porto Grande e Ferreira Gomes.
Até o momento, os resultados obtidos são satisfatórios. O índice de coliforme fecal ficou 20% a abaixo do que determina a legislação ambiental, que é de 500 coliformes fecais por cada 100 ml de água. Segundo Benedito Souza um dos fatores que pode ter contribuído para essa queda é a elevação da maré. “Isso pode ter dissolvido a metade das impurezas”, ressaltou.
Entre os balneários analisados estão Fazendinha, Curiaú, Araxá, Perpétuo Socorro e Gruta.
Emerson Renon
Assessor de Comunicação
Núcleo de Jornalismo Institucional
Contatos: (96) 3212-1169 / 8122-0774
Até agora foram realizados 4 dos 5 teses necessários, conforme a resolução 274 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). De acordo com o gerente do núcleo de fiscalização de recursos hídricos do Instituto, Benedito Souza, a 5 análise é uma contraprova que confirmar o resultado. As amostras foram coletadas em Macapá, Santana, Porto Grande e Ferreira Gomes.
Até o momento, os resultados obtidos são satisfatórios. O índice de coliforme fecal ficou 20% a abaixo do que determina a legislação ambiental, que é de 500 coliformes fecais por cada 100 ml de água. Segundo Benedito Souza um dos fatores que pode ter contribuído para essa queda é a elevação da maré. “Isso pode ter dissolvido a metade das impurezas”, ressaltou.
Entre os balneários analisados estão Fazendinha, Curiaú, Araxá, Perpétuo Socorro e Gruta.
Emerson Renon
Assessor de Comunicação
Núcleo de Jornalismo Institucional
Contatos: (96) 3212-1169 / 8122-0774
Governo do Estado beneficia moradores do Conjunto da Ego
A Caixa Econômica Federal (CEF) negocia com o Governo do Estado a regularização das 322 famílias que ocupam irregularmente o Conjunto Habitacional da Ego, em Macapá. O impasse tem quase 20 anos, e o anuncio de assinatura de contratos entre o Governo do Estado e a CEF promete resolver definitivamente essa questão. O documento será assinado nesta quinta-feira, 2, às 10 horas, no Palacio do Setentrião. Na semana passada, a superintendente da Caixa Econômica Federal, Maria Celeste Teixeira, esteve em Macapá tratando do assunto com representantes do Estado.
Independente da parceria com o Governo do Estado para resolver o problema, a Caixa Econômica vai abrir linhas de financiamento para aquisição definitiva dos imóveis. Parte desses imóveis serão pagos pelo Governo do Estado, que segundo a CEF, vai garantir uma caução no valor integral do imóvel financiado. O incentivo beneficia diretamente famílias que não possuem renda suficiente, ou não comprovem renda para o financiamento junto a CEF. Por outro lado, conforme a Caixa Econômica, existem ainda, famílias que apresentam condições financeiras para pagar os imóveis à vista.
As propostas delineadas pela CEF incluem a necessidade de investimento de infra-estrutura básica aos terrenos, além da execução dos projetos arquitetônicos para aprovação junto ao município e o Estado. A primeira proposta da CEF se destina a famílias com renda de até R$ 4,9 mil e a segunda é voltada à famílias com renda superior a esse valor. Para acessar os financiamentos, os beneficiários devem apresentar documentação pessoal, comprovante de renda e regularidade cadastral. As propostas estão contidas em um documento enviado da Caixa Econômica de Brasília ao Governo do Estado.
Veja as simulações de propostas:
Recursos do FGTS
Financiamento no valor integral da proposta do Juiz, acrescido dos custos de regularização;
Prazo: Até 360 meses;
Sistema de Amortização: SAC
Garantia: Alienação Fiduciária
Renda familiar Bruta: Até R$ 4.900,00
Taxa de Juros: Entre 5% a.a. e 8,16% a.a. (+TR)
Independente da parceria com o Governo do Estado para resolver o problema, a Caixa Econômica vai abrir linhas de financiamento para aquisição definitiva dos imóveis. Parte desses imóveis serão pagos pelo Governo do Estado, que segundo a CEF, vai garantir uma caução no valor integral do imóvel financiado. O incentivo beneficia diretamente famílias que não possuem renda suficiente, ou não comprovem renda para o financiamento junto a CEF. Por outro lado, conforme a Caixa Econômica, existem ainda, famílias que apresentam condições financeiras para pagar os imóveis à vista.
As propostas delineadas pela CEF incluem a necessidade de investimento de infra-estrutura básica aos terrenos, além da execução dos projetos arquitetônicos para aprovação junto ao município e o Estado. A primeira proposta da CEF se destina a famílias com renda de até R$ 4,9 mil e a segunda é voltada à famílias com renda superior a esse valor. Para acessar os financiamentos, os beneficiários devem apresentar documentação pessoal, comprovante de renda e regularidade cadastral. As propostas estão contidas em um documento enviado da Caixa Econômica de Brasília ao Governo do Estado.
Veja as simulações de propostas:
Recursos do FGTS
Financiamento no valor integral da proposta do Juiz, acrescido dos custos de regularização;
Prazo: Até 360 meses;
Sistema de Amortização: SAC
Garantia: Alienação Fiduciária
Renda familiar Bruta: Até R$ 4.900,00
Taxa de Juros: Entre 5% a.a. e 8,16% a.a. (+TR)
Jornalista do interior de SP é detido por comprar drogas para apuração de reportagem
Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA
O jornalista Thiago Guimarães, do Diário da Região, de São José do Rio Preto (SP), foi detido na última sexta-feira (26/06) após ir à delegacia para entregar quatro porções de maconha compradas durante a produção de uma reportagem. Publicada no último domingo (28), a matéria tinha como objetivo mostrar a facilidade com que as pessoas compram e vendem drogas na cidade.
Participaram da apuração da reportagem o jornalista, um fotógrafo e dois motoristas do jornal. "Não me identifiquei como repórter quando cheguei no ponto de venda de drogas. No início, pensei em acompanhar omo funcionava o tráfico. Mas depois fui conversando, conseguindo informações, e achei que seria interessante comprar a droga, para provar que o tráfico existe", declarou Guimarães ao Portal IMPRENSA.
"Basta encostar o carro, descer o vidro e fazer o pedido. Em alguns casos, a encomenda é entregue imediatamente após o pagamento. Em outros, como no drive thru de uma lanchonete, o pedido é feito em um local e a entrega alguns metros à frente. São as bocas de fumo de Rio Preto (...) Durante a produção da reportagem, nenhum veículo da polícia foi visto patrulhando as proximidades das bocas de fumo. Até sexta-feira, as bocas funcionavam e os traficantes agiam livremente", diz um trecho da reportagem.
Antes de publicar a matéria, por volta das 18h de sexta-feira, o repórter levou a maconha ao delegado Fernando Augusto Nunes Tedde, titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes. Com base no artigo 33 da Lei Antidrogas 11.343/06, o delegado decretou a prisão do jornalista. Segundo o artigo, adquirir drogas "sem autorização ou em desacordo com determinação legal" é crime com pena de reclusão de 5 a 15 anos e pagamento de 500 a 1.500 dias-multa.
Guimarães contou que sua chefe de reportagem foi à delegacia com um advogado, e conseguiu liberá-lo após encontrar uma brecha na lei - que determina que não pode ser preso por porte de drogas quem se apresenta por livre e espontânea vontade. "Se não fosse isso, eu passaria a noite na cadeia, até que arrumassem um habeas corpus para mim", disse o jornalista.
Ao repórter, o delegado afirmou que se não o prendesse, poderia "ser repreendido por prevaricação". Após três horas e meia detido, Guimarães foi liberado; Tedde fez um boletim de averiguação de infração à lei de entorpecentes. Agora, os policiais vão investigar as circunstâncias da compra e as denúncias do Diário.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, diretores da Regional Rio Preto protestaram contra a decisão do delegado. "Os policiais lotados nessa delegacia poderiam demonstrar que trabalham de outra forma, por exemplo, prender traficantes que vendem essa droga que é facilmente adquirida pela cidade, como mostrou o jornalista na produção da reportagem. Em vez disso, e com essa atitude truculenta dispensada ao jornalista, o delegado assina o 'atestado' de incompetência", disseram.
O jornalista Thiago Guimarães, do Diário da Região, de São José do Rio Preto (SP), foi detido na última sexta-feira (26/06) após ir à delegacia para entregar quatro porções de maconha compradas durante a produção de uma reportagem. Publicada no último domingo (28), a matéria tinha como objetivo mostrar a facilidade com que as pessoas compram e vendem drogas na cidade.
Participaram da apuração da reportagem o jornalista, um fotógrafo e dois motoristas do jornal. "Não me identifiquei como repórter quando cheguei no ponto de venda de drogas. No início, pensei em acompanhar omo funcionava o tráfico. Mas depois fui conversando, conseguindo informações, e achei que seria interessante comprar a droga, para provar que o tráfico existe", declarou Guimarães ao Portal IMPRENSA.
"Basta encostar o carro, descer o vidro e fazer o pedido. Em alguns casos, a encomenda é entregue imediatamente após o pagamento. Em outros, como no drive thru de uma lanchonete, o pedido é feito em um local e a entrega alguns metros à frente. São as bocas de fumo de Rio Preto (...) Durante a produção da reportagem, nenhum veículo da polícia foi visto patrulhando as proximidades das bocas de fumo. Até sexta-feira, as bocas funcionavam e os traficantes agiam livremente", diz um trecho da reportagem.
Antes de publicar a matéria, por volta das 18h de sexta-feira, o repórter levou a maconha ao delegado Fernando Augusto Nunes Tedde, titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes. Com base no artigo 33 da Lei Antidrogas 11.343/06, o delegado decretou a prisão do jornalista. Segundo o artigo, adquirir drogas "sem autorização ou em desacordo com determinação legal" é crime com pena de reclusão de 5 a 15 anos e pagamento de 500 a 1.500 dias-multa.
Guimarães contou que sua chefe de reportagem foi à delegacia com um advogado, e conseguiu liberá-lo após encontrar uma brecha na lei - que determina que não pode ser preso por porte de drogas quem se apresenta por livre e espontânea vontade. "Se não fosse isso, eu passaria a noite na cadeia, até que arrumassem um habeas corpus para mim", disse o jornalista.
Ao repórter, o delegado afirmou que se não o prendesse, poderia "ser repreendido por prevaricação". Após três horas e meia detido, Guimarães foi liberado; Tedde fez um boletim de averiguação de infração à lei de entorpecentes. Agora, os policiais vão investigar as circunstâncias da compra e as denúncias do Diário.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, diretores da Regional Rio Preto protestaram contra a decisão do delegado. "Os policiais lotados nessa delegacia poderiam demonstrar que trabalham de outra forma, por exemplo, prender traficantes que vendem essa droga que é facilmente adquirida pela cidade, como mostrou o jornalista na produção da reportagem. Em vez disso, e com essa atitude truculenta dispensada ao jornalista, o delegado assina o 'atestado' de incompetência", disseram.
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